quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Concurso Mão à Obra Minascon 2010




As alunas do curso de Arquitetura e Urbanismo Giselle Oliveira Mascarenhas, Rejane Coutinho Drumond e Taísa Teixeira Campos foram premiadas com o trabalho Para além da Sustentabilidade - uma metodologia inclusiva e participativa de projeto no Concurso Mãos à Obra – Precon – Minascon 2010.

No dia 17 de setembro, o concurso escolheu os melhores trabalhos acadêmicos nos temas: Projetos de ecoeficiência, com redução de emissão de CO2; Projetos de sustentabilidade no setor de distribuição de energia elétrica; Projetos de sustentabilidade no setor da construção civil; e Sistemas construtivos industrializados.

Também foi selecionado para a etapa de apresentação o trabalho desenvolvido pelos alunos Érico Silva, Pedro Henrique Ribeiro, Raisa Santos Martins,Tatiane Pardini Valério, que teve como tema o Ensino de Projeto de Alvenaria Estrutural e Sustentabilidade.

O trabalho premiado das alunas foi desenvolvido a partir da temática “Projetos de sustentabilidade no setor da construção civil”. O artigo premiado narra a experiência do Projeto laboratório de extensão em projeto de edifício de grandes vãos: estudo de caso Via Campesina, em desenvolvimento pelos extensionistas do Escritório de Integração, sob a orientação do professor Roberto Eustaáquio dos Santos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A esfinge do deficit habitacional

Se as casas das famílias que representam quase 80% do deficit não são precárias, e sim de custo elevado, essa questão não é só habitacional.

Ansiosa pela diminuição das desigualdades, a população tem se dedicado mais à questão habitacional. Manchetes sobre o tema tornaram-se frequentes. A cobrança legítima pela atuação do poder público vem acompanhada sempre do bordão: "falta de uma política habitacional". Mas o que significa isso?

Disposta a decifrar os mitos comuns ao tema, a equipe da Secretaria Municipal de Habitação resolveu encarar o desafio de elaborar o Plano Municipal de Habitação (PMH). O primeiro passo foi decifrar uma esfinge chamada deficit habitacional. Afinal, se falta habitação, onde moram as famílias do deficit brasileiro?

Segundo o levantamento mais conhecido (Fundação João Pinheiro), de 2007, o país necessita de 6,3 milhões de moradias, das quais 5,2 milhões (83%), nas cidades. O estudo subdivide o deficit.

A coabitação (pais com filhos adultos e casados etc.), por exemplo, totalizou 2,5 milhões. Famílias que pagam valores excessivos de aluguel (mais de 30% da renda familiar mensal de até três salários) somaram 2 milhões.

Se as casas das famílias que representam quase 80% do deficit não são precárias, e sim de custo elevado, então a questão não é apenas de política habitacional, mas um problema econômico.

Diante dessa realidade, quem deveria ter prioridade no atendimento? Os acidentes nas encostas de várias cidades do país nos dão a resposta: 1,5 milhão de famílias que moram em áreas de risco.

Essa situação decorre de uma desatenção secular. O Brasil teve uma das maiores taxas de crescimento do mundo no século 20, passando de 17 milhões habitantes, em 1900, para 170 milhões, em 2000. São Paulo, de 239 mil habitantes, em 1900, para 11 milhões, em 2010.

O suprimento de habitações não acompanhou o aumento demográfico e resultou nas favelas.

Nos últimos anos, surgiram ideias inovadoras, como o Estatuto da Cidade (2001). Mas, sem o mapeamento, o deficit seguia como a esfinge de pobreza a devorar a chamada cidade formal. Foi nesse contexto que começou o PMH: com um sistema que mapeasse onde e como moram os munícipes, o Habisp (www.habisp.inf.br).

Segundo o Habisp, há 133 mil domicílios em áreas de risco ou impróprias em São Paulo, 94 mil em coabitação, somando 227 mil -o deficit genuíno. A inadequação habitacional paulistana é de cerca de 890 mil famílias, para as quais bastam ações de regularização fundiária e de urbanização.

O PMH também projeta a necessidade de 613 mil moradias para as novas famílias que se formarão até 2024, vigência do plano. E apresenta a conta: são necessários R$ 58 bilhões para resolver o problema, recursos que serão obtidos apenas com o aprofundamento da parceria que há hoje entre município, Estado e União.

AUTORES

RICARDO PEREIRA LEITE, engenheiro, mestre em urbanismo pela USP, é secretário municipal de Habitação de São Paulo e presidente da Cohab-SP.
ELISABETE FRANÇA, arquiteta e urbanista, doutora pela Universidade Mackenzie, é superintendente de habitação popular e secretária-adjunta de Habitação de São Paulo.

Texto "surrupiado" da CRISE [!]

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Soluções para as Cidades

"A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), por meio do projeto Soluções para Cidades, apoia a administração pública na superação dos desafios resultantes do desordenamento urbano. O projeto tem como objetivo desenvolver ações coordenadas nas áreas de habitação de interesse social, saneamento básico e mobilidade urbana."

Vale a pena visitar o site http://www.solucoesparacidades.org.br/.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Nota pública do instituto de arquitetos do Brasil (IAB) à sociedade brasileira

O DINHEIRO É NOSSO, MAS QUEM (E COMO) GASTAM SÃO "ELES"!!!

"O Instituto de Arquitetos do Brasil, entidade sem fins lucrativos com 89 anos de existência lutando em prol da sociedade brasileira vem a público alertar a nossa população que acaba de ser aprovada no Congresso Nacional a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2011 que ISENTA as obras da Copa 2014 e das Olimpíadas de 2016 das exigências da Lei de Licitações.

Nossa entidade tem denunciado ao longo dos anos a ausência de CONCURSOS PUBLICOS DE PROJETOS para as obras públicas executadas no Brasil. A falta de transparência no desenvolvimento dos projetos em geral especialmente para a Copa 2014 e para as Olimpíadas de 2016 viabiliza a total falta de controle de nossos órgãos constituidos para tal fim na execução desses emprendimentos.

São milhões em projetos e bilhões de reais gastos do erário público sem que as próprias empreiteiras e construtoras contratadas saibam o real custo desses projetos e obras.

Nossa grande preocupação, além desses fatores é a metodologia, isto é, o processo que vem sendo desenvolvido para a contratação execução desses projetos e obras. Esses sistemas de infra estruturas, sistemas de transportes, sistemas viários, vias, rodovias, metros, aeroportos, edificações, arenas, hoteis, alojamentos,etc…não são transitórios e passarão a fazer parte da vida, da paisagem e da funcionalidade de nossas cidades . Assim devem ser projetadas como tal e integrados nas vidas das mesmas para que não tenhamos “elefantes brancos” executados a “preços de ouro” totalmente desconexos dos diversos contextos das cidades de nosso pais.

A falácia da falta de tempo para a burocracia exigida na necessária democracia dos processos de planejamento e execução de nossos projetos e obras pode ser desmistificada com a competência dos profissionais brasileiros que desde a construção de nossa capital, Brasília continuam comprovando sua liderança e eficácia quando convocados, ouvidos e considerados.
Oportunidades claras de crescimento e de desenvolvimento de nossas cidades se transformam em oportunidades de favorecimento, desvio e corrupção.

Assim , nós do Instituto de Arquitetos do Brasil, com departamentos ativos em todos os estados brasileiros, conclamamos `a população para uma tomada de providências urgente nos colocando a disposição para participarmos de uma luta social no sentido da alteração dos encaminhamentos para a viabilização rápida e eficiente e o atendimento em tempo hábil das necessidades dos eventos que teremos em nosso país.

Brasília, 10 de julho de 2010

Gilson Paranhos
Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB"



Fonte:Triplicecom